No último dia 18 de agosto, cerca de 400 executivos do setor de seguros e tecnologia se reuniram no InsurTech Brasil, em São Paulo, para discutir os desafios e o futuro das InsurTechs do Brasil. O evento contou com a participação de diretores, CEOs, executivos, empresários e especialistas da área.

De acordo com José Prado, fundador do Conexão Fintech e idealizador do projeto, além de firmar o posicionamento desse novo setor, o objetivo do evento é criar um ecossistema forte para que as startups ligadas ao mercado segurador no Brasil possam se conectar com as empresas do setor e, quem sabe, em um futuro próximo receber grandes investimentos como vem ocorrendo com estas startups no resto do mundo.

“No mundo inteiro Insurtech tem recebido grande atenção de investidores, empreendedores e do mercado segurador, mas aqui no Brasil não estávamos vendo este movimento acontecer. O setor tem se mantido estagnado apesar do crescimento de startups de seguros”, conta Prado.

Ainda segundo o idealizador do evento, “outro objetivo era colocar em um mesmo ambiente o mercado segurador (corretoras, seguradoras, distribuidores, etc), empreendedores de startups, Insurtech e apoiadores do ecossistema de startup, como aceleradoras e investidores, para mostrar o potencial de Insurtech, mostrar o que já está sendo feito no Brasil e o que vem sendo feito lá fora. O mais importante era fazer essas 3 personas diferentes se conectarem, trocarem cartões e começarem a ter uma agenda em comum. Para fomentar o ecossistema precisamos que estes três players conversem e tenham total sinergia”, completa.

Quem participou da InsurTech Brasil teve a oportunidade de debater e ter seu conhecimento aprimorado em temas como a geração de economia e eficiência operacional; a revolução na forma de pagamento; inteligência artificial; entre outros.

Palestrante da primeira edição do evento, Marcelo Blay, CEO e fundador da Minuto Seguros, fez ponderações sobre a equivocada linha de pensamento de que InsurTech seria apenas vender seguros online e tirar o corretor do negócio. Ele lembrou que é preciso ter uma sistema de atendimento e que os novos clientes ainda precisam de alguém que os ensine sobre seguros.

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Um dos temais mais discutidos durante o evento foi a gama de serviços que ainda podem ser abraçados pelas startups. Leonardo Rochadel, da 020Bots, avaliou que o mercado de seguros está apenas despertando para as startups, e que ainda tem muito o que explorar.

Esteve presente no evento, o coordenador Geral de Tecnologia da Susep, Hugo Mentzingen, que esclareceu dúvidas da plateia e falou do ponto de vista do órgão que, de acordo com ele, “está atento quanto às mudanças do mercado” e às novas necessidades.

No mesmo painel, Ronaldo França, Diretor de Operações e Serviços na BNP Paribas Cardif, disse esperar do órgão regulador que participe do ecossistema das InsurTechs. França comentou ainda sobre suas expectativas para os programas que funcionam como “robôs” para fazer a avaliação de cada cliente individualmente. “Acho um barato. Ainda não estamos nesse estágio, mas estamos caminhando para isso”, afirmou.

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No painel sobre inteligência artificial, a validade dessa tecnologia para auxiliar as empresas de seguro a atingirem um novo público. De acordo com os participantes, a ferramenta é importante, mas ela sozinha não garante a segurança da companhia frete a fraudes.

Alessandro Maracajá, sócio-diretor da Solutions One, aponta como melhor solução criar um ecossistema em torno das companhias. Ele defende que a forma de promover essa revolução tecnológica não é sozinho, mas sim com a cooperação entre seguradoras e startups.

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Durante todo o evento, ficou claro que a tecnologia terá papel importante na mudança na forma como os consumidores adquirem o seguro e realizam pagamentos em geral. Cristiano Maschio, fundador da Next.One, startup que atua em conjunto com seguradoras, contou que a solução encontrada pela sua companhia foi desenvolver uma plataforma que faz o cadastro da cobrança, como um débito em conta. Isso facilitou o pagamento por parte dos clientes. “Cabe muito mais a nós (InsurTechs) desenvolver a tecnologia do que às seguradoras”, defende.

O evento contou ainda com um painel sobre Blockchain. Fernando Wosniak Steler, CEO da Direct.One, defendeu que essa é a ferramenta mais indicada para substituir as assinaturas digitais utilizadas atualmente. Segundo Steler, o Blockchain propõe transparência nas operações evita falsificação e adulteração de informações, além da duplicação de gastos.

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Segundo o idealizador do evento, entre os principais ganhos de quem participou do evento está o conhecimento, já que, até então, existia um desconhecimento sobre a abrangência do tema InsurTech e o InsurTech Brasil conseguiu “abrir a cabeça” e mostrar toda a abrangência do tema.

Ainda de acordo com Prado, o evento foi desenhado para que os participantes se conectassem uns com os outros. “Esse é o ponto mais importante se quisermos criar este ecossistema e evoluir a conversa para mais do que um dia de evento” afirma. O evento contou com a participação de mais de 50 startups e a maioria delas deram feedbacks sobre reuniões marcadas pós evento.

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Essa foi apenas a primeira edição do evento. A edição de 2018 já tem data marcada, mas e será divulgado em breve. Em outubro Prado viajará aos Estados Unidos para fechar parcerias internacionais para o próximo evento.

Além disso, acontecerão os Insurtechs Talks, eventos menores onde serão tratados temas específicos. Para completar, estão acontecendo conversas com empresas do setor para levar o tema e as startups para dentro destas companhias, ajudando assim a fomentar parcerias e a inovação dentro da empresa.

“O InsurTech Brasil é mais do que um evento, é um projeto de longo prazo para fomentar inovação e empreendedorismo no setor de seguros” ressaltou Prado no fechamento do projeto ao mostrar as próximas iniciativas e convidar todos as empresas a se evolverem neste projeto.

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