Um e-commerce seguro garante mais vendas para os empresários e mais tranquilidade para os consumidores. Afinal, falhas de segurança, vazamentos de dados e fraudes fazem com que muitos potenciais clientes ainda não se sintam confortáveis em realizar suas compras pela internet.

Entre os maiores receios dos compradores online estão o uso indevido de informações financeiras e o não recebimento dos produtos.

Por isso, ainda há um mercado imenso a ser explorado no Brasil e, para conquistar esse público, é preciso investir em tecnologia e certificações, além de oferecer um atendimento imediato e eficiente.

Confira agora algumas dicas de como driblar a desconfiança do consumidor, aumentar o faturamento e melhorar o fluxo de caixa do e-commerce.

1. Certificados digitais

Para assegurar que os pagamentos aconteçam com segurança, a loja virtual deve ter um certificado digital SSL (Secure Sockets Layer). Esse certificado protege os dados confidenciais dos usuários.

O cadeado que aparece na URL, bem ao lado do “https://”, indica essa certificação. O SSL confirma a autenticidade e a privacidade de todos os registros ― que são criptografados e se tornam acessíveis somente para o servidor.

O PCI (Payment Card Industry) também salvaguarda o empresário e os clientes. De fato, o PCI estabelece padrões de segurança para todas as empresas que armazenam ou transmitem informações sigilosas sobre cartões de crédito. E como essa é uma das formas mais comuns de pagamento, é fundamental que o e-commerce conte com o certificado.

2. Descrição completa de produtos e prazos de entrega

Uma descrição completa do produto faz com que o consumidor se convença da compra e, ao mesmo tempo, é uma ótima ferramenta para colocar o e-commerce em destaque nos sites de busca. Além da visibilidade, o cuidado com a descrição garante que a loja seja bem-avaliada pelos usuários.

Por isso, é preciso incluir uma série de informações básicas e técnicas, como dimensões, peso, cores disponíveis, material usado na confecção e indicações gerais. O prazo de entrega também deve ser indicado, considerando dias úteis ou corridos.

Vale ressaltar que a descrição do produto e o fluxo logístico precisam ser muito realistas — evitando que os compradores se decepcionem, se irritem com os atrasos ou devolvam as mercadorias.

3. Formas de pagamento alternativas

Para contornar a desconfiança do consumidor é essencial disponibilizar formas de pagamento alternativas. Muitos clientes preferem utilizar cartões de crédito, pois, dessa maneira, conseguem obter estorno dos valores ou, ainda, recuperar o dinheiro junto ao banco, caso a compra não seja reconhecida na fatura.

Algumas instituições financeiras já são capazes de gerar um número de cartão para ser usado uma única vez ― o que reduz drasticamente o risco para o usuário.

Entretanto, o e-commerce deve oferecer outras opções, como boletos registrados ― que podem ser rastreados, diminuindo as chances de desvios ou golpes. As transferências bancárias e os depósitos em conta têm menos adeptos, mas, ainda assim, devem ser considerados.

Meios de pagamento ágeis e confiáveis são indispensáveis ao comércio eletrônico. Quanto mais alternativas forem ofertadas, mais clientes ficarão satisfeitos.

4. Senhas fortes

O uso de senhas fortes é mais uma dica para construir uma boa reputação para o e-commerce. Assim, é preciso exigir combinações de letras, símbolos e números, de modo a dificultar a quebra dessas chaves e impedir as invasões.

Pode ser um pouco mais complicado para o usuário, mas essa é uma medida bastante eficaz para evitar acessos não autorizados.

5. Avisos sobre transações e etapas do processo de compra

Um protocolo de aviso sobre transações de cartão de crédito também ajuda a diminuir a desconfiança do consumidor. Essa é uma maneira de reprimir adulterações e o chargeback ― que é o cancelamento da compra pelo não reconhecimento dela por parte do titular.

Além disso, ao finalizar qualquer etapa do processo, é recomendável enviar um e-mail ou uma mensagem automática. Assim, o comprador consegue acompanhar o seu pedido ― incluindo a aprovação do pagamento, os itens adquiridos e a data de envio.

6. Camadas de autenticação

O ideal é que o e-commerce tenha várias camadas de verificação e autenticação, antes do login ser concretizado. Para tanto, a página deve contar com rotinas de segurança que contemplem uma série de perguntas estruturadas, com a intenção de certificar que o acesso está sendo feito pelo próprio cliente.

Além de inserir e-mail e senha, o usuário pode ter que informar um código recebido via SMS, para confirmar a transação ou, ainda, fornecer outro dado pessoal ― como o CPF ou o mês de aniversário.

Com essa checagem já é possível inibir muitas tentativas de fraude e, ao estabelecer esse procedimento, a empresa diminui o risco de ataques e, claro, de fornecer informações confidenciais a terceiros.

7. Atendimento ao cliente e canais de comunicação

Outro ponto crítico está relacionado ao atendimento ao cliente. Então, é preciso contar com diversos canais de comunicação ― telefone, aplicativos de mensagens, chatbots e redes sociais.

Todos esses canais devem servir para esclarecer dúvidas, inclusive sobre pagamentos, prazos, trocas e entregas. A qualidade desse atendimento garante mais confiabilidade para o e-commerce. Mas, para tanto, é preciso investir em tecnologia e na capacitação permanente da equipe.

Também é necessário disponibilizar um espaço especial para as reclamações ― que precisam ser analisadas e respondidas prontamente, para não prejudicar os índices de satisfação.

Aliás, é essencial incluir na pesquisa, questões como “voltaria a fazer negócio com a empresa” ou “indicaria para um amigo”. Essas respostas devem ser utilizadas para corrigir erros e aperfeiçoar todos os processos internos.

8. Divulgação dos dados da empresa

Por lei, a empresa é obrigada a divulgar alguns dados, como telefone, endereço da sede e filiais, razão social, registros estaduais e o CNPJ. É importante mencionar que essas informações devem estar em evidência, para que os clientes sintam mais segurança para realizar suas compras.

Seguindo todas essas dicas, fica mais fácil eliminar a desconfiança do consumidor, alavancar as vendas e expandir os negócios. Com uma gestão voltada às expectativas e demandas dos clientes, os empresários podem, também, ampliar o seu market share, atingir novos nichos e garantir o retorno rápido dos investimentos.

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